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Esse mundo é mesmo cheio de vastas emoções e pensamentos imperfeitos. Olhe bem para essas fotos. O que você faria se topasse com uma mulher dessas no seu caminho para a praia? E o que faria quando chegasse na areia? Tomar coragem para abordá-la na balada, já com a cabeça cheia de álcool e outros aditivos é fácil – só leve em conta que sua malemolência pode acabar com a receptividade dela.
Mas e de cara limpa, sem subterfúgios que te deixem mais descontraído? Enquanto você pensa, falemos por nós homens aqui da Revista do Sirena.
Uma certa manhã, ao sairmos da casa em Maresias onde fazíamos uma produção para a edição passada, cruzamos com uma ruiva estonteante e toda estilosa de 1,77 metro de altura, cabelos bem lisos embaixo do boné, blusa larga que deixava um dos ombros à mostra junto com a alça do biquíni, shortinhos e Havaianas brancas nos pés. Os óculos de sol |
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pensamentos sacanas na cabeça e entregue aos sentidos de costume. Ela nos olhou, concedendo-nos nada mais do que um olhar distante e morno, cumprimentou-nos com a cabeça e seguiu em direção à praia. Nós fomos atrás, querendo tudo assim como quem não quer nada...
A areia já estava pelando devido ao sol de verão daquela hora da manhã e, se pudéssemos, teríamos estendido um tapete de cangas – para que pudesse se livrar dos chinelos e caminhar sem queimar os pés – até onde ela tirou a roupa, revelando o biquíni minúsculo que usava. “Só gosto assim”, nos diria ela mais tarde, para embasbacamento e admiração geral. Deitou-se então sobre sua canga, colocou o iPod nos ouvidos (no modo auto-seleção de músicas “para não cair no tédio”) e ficou ali relaxada, na tentativa de bronzear sua pele branca. Agora que podíamos vê-la de mais perto e com menos roupa, nosso fascínio crescia, chegando a beirar o limite perigoso de uma espécie de devoção. É claro que nossa presença não passava despercebida e ela parecia gostar de ser admirada. Pena que o trabalho nos esperava e tivemos que voltar à labuta. Assim é a vida... |
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